quinta-feira, 1 de julho de 2010

História - Alfredo Freire


O conjunto nasceu às margens da BR-050, KM 169, sentido Uberaba – Uberlândia, numa área de 6000 m ². As chaves do conjunto habitacional do Alfredo Freire foram entregues na manhã do dia 23 de outubro de 1981. Quando foi construído, no primeiro instante, as pessoas gostaram da infra-estrutura do bairro que tinha preços acessíveis a toda à população. Foi vendido pela COAB em prestações de 25 anos, mas sofria com o grande “preconceito” da população, pois o bairro é um tanto quanto afastado do centro da cidade e com isso as pessoas não queriam morar lá.

No começo havia apenas 1123 casas, era um conjunto pequeno com isso as pessoas que foram criadas no bairro e não queriam abandoná-lo construíam casas no fundo da casa de seus pais. Com isso acarretou que o bairro começasse a se transformar em favela. Foi onde se teve a idéia de fazer o Alfredo Freire II, que possuía 68 lotes e foi vendido já asfaltado e com fiação para telefone. E cerca de 80% da população do Alfredo Freire II tem parentes no Alfredo Freire I, assim como ocorreu com o Alfredo Freire III, mas ele possui cerca de apenas 30% da população do Alfredo Freire I. No Alfredo freire III falta asfaltar cerca de 10 ruas. Atualmente o Alfredo Freire tem mais de 10000 habitantes.

Um grande problema do Alfredo Freire é a falta de um acesso seguro ao bairro uma vez que ele fica ás margens da rodovia. Em 1986 foi construído um pequeno viaduto, que foi reformado e melhorado em 2009 mais ainda precisa de melhorias.

Outro grande problema é a poluição emitida pelas empresas que ficam no Distrito Industrial que é muito próximo ao bairro. A poluição sonora atrapalha muito o sono dos moradores, e tem também a poluição atmosférica, as empresas emitem um forte mau cheiro, mas este problema já está sendo solucionado pelas empresas, pois o bairro já ás processou e a prefeitura deu um prazo para elas resolverem tal situação.

(João Gilberto Ripozatti - Vereador e presidente do bairro)

Curiosidades

· Para os idosos existem vários programas que beneficiam a saúde dos idosos como caminhada, terapia e dança.

· O bairro possui cursos de caratê, capoeira, dança, artesanato, curso de alimentação saudável.

· Possui cerca de 80 comércios entre farmácias, padarias, supermercados, açougues e etc.

· Possui uma fábrica de doces (Ariane) que é reconhecida em todo o país.

· Ripozatti (nomeado presidente do bairro) foi o primeiro a fabricar picolé e sorvete de soja no bairro.

· Tem 19 segmentos religiosos.

· Foi o primeiro a exercitar a coleta seletiva de lixo.

Possui uma associação de bairro (AACAF)

· No Alfredo I foi notado reclamações de animais como ratos e baratas, no II caramujos e lesmas na épocas chuvosas e no III escorpiões e ratos.O bairro possui em projetos dezesseis praças para lazer mas em condições necessárias para o lazer são apenas cinco e esses projetos que não foram realizados se tornaram terrenos baldios e moradia de insetos e doenças causando doenças nos moradores do bairro.

Unidade Pública Saúde



Atualmente tem uma única unidade de saúde (Unidade Matricial de Saúde) que tem parceria com a UNIUBE. Vários estudantes da universidade Uniube fazem estágio nessa unidade. Apesar da distancia do centro de Uberaba, o bairro é bastante diversificado quanto aos serviços prestados á comunidade.Conta com serviço de saúde ( UBS- Unidade Básica de Saúde e do PSF – Posto de Saúde Familiar). Nesse aspecto é o que os moradores mais necessitam e utilizam no bairro. Por fim, houve um melhoramento muito grande na estrutura e nos profissionais que lá trabalham.

Alfredo Freire não tem sua própria base.

Cadê o policiamento?


Antigamente havia um pequeno posto policial, mais foi desativado, pois tinha um alto custo de manutenção. Hoje a população é atendida pela AISP (Área Integrada de Segurança Pública) do Bairro Olinda. É desenvolvido no bairro o projeto de rede de vizinhos que orienta os moradores a acionar a polícia quando realmente for necessário.

Um bairro de tamanha proporção como o é comum desentendimento, brigas e principalmente o uso de drogas. Isto assusta a população, pois gera a violência, como em qualquer outro lugar. Este conjunto crescendo levou também o crescente número de problemas na sociedade. Violência é algo que apavora os moradores. Com isso foi aberto um posto policial no bairro que durante algum tempo permaneceu ali. Atualmente este posto policial não está mais em funcionamento devido o número de policiais disponíveis para o posto. O conjunto criou grandes proporções, agora mais do que nunca, é que necessita de um policiamento rigoroso, pois o que a população mais teme no bairro é a questão da violência.

Tendo em vista o maior problema tentam achar a saída! Junto com a associação de bairro, reivindicar reforços policiais, aumentando a segurança de todos. Com toda certeza, chamando a atenção do governo para esse caso, está e a melhor saída.

Educação



A primeira escola do bairro fundada em 1981 foi a Escola Estadual Henrique Krüger que foi inicialmente reaproveitada de um velho galpão. Hoje possui um centro de educação infantil com 300 crianças, uma escola estadual com cerca de 1100 alunos e uma escola municipal (Escola Municipal Professora Stella Chaves) com mais ou menos 800 alunos.

No começo, os estudantes tinham que ir para escolas de outros bairros, os mais próximos. Com a ampliação do bairro, foram construídas escolas que eram de grande importância para a sociedade. A educação do Alfredo Freire é constituída por duas escolas – Henrique kriiger e Stela chave, uma municipal e outra estadual. Elas oferecem acesso à biblioteca, quadras esportivas e refeitório. São qualificadas para o ensino fundamental e médio e funcionam no período matutino, vespertino e noturno. Elas facilitam muito para os moradores, pois por ser um bairro mais afastado, se torna aos alunos o acesso mais fácil a educação.

Hortas comunitárias


Um grande problema dos centros urbanos atualmente é o que fazer com os terrenos baldios espalhados pela cidade, que muitas vezes é utilizado como deposito de entulho e se transforma em focos de doenças como a dengue, por exemplo.

No bairro Alfredo Freire os moradores tentaram buscar uma solução bem simples fazendo de alguns terrenos públicos as famosas hortas comunitárias, e funcionou. Hoje 10% do que é produzido é doado para uma creche do bairro e 90% é vendido sendo que o lucro é revertido para o bem da própria população do bairro.

E como foi um projeto muito bem aceito pela população já funcionando nos terrenos privados, faz-se um acordo com o dono de que se planta ele não precisará pagar imposto por aquela área enquanto estiver sendo utilizada para o plantio de hortas.

Usuários de drogas tiram sossego de moradores




Os moradores do bairro Alfredo Freire tem feito relatos sobre a questão da violência ocorrida no bairro, coisas absurdas tem acontecido. Uma moradora deu uma breve entrevista mais não quis se identificar com medo de que pudesse acontecer depois; e conta que ultimamente o tráfico de drogas tem tomado proporções assustadoras e com isso a violência aumenta, ela relata que os usuários de drogas aproveitam a noite para tirarem o sossego e o sono dos moradores; chutam portões das casas, quebram lixeiras e tudo que vêem pela frente, tirando a paz das pessoas. Ela diz também que ao precisarem sempre chamam os policiais, os quais por muitas vezes não aparecem no local, e quando aparecem não tomam nenhuma providência, o que causa maior preocupação nos moradores e abre mais espaço para a violência. No bairro existe a Associação de Amigos do conjunto Alfredo Freire, que é um local criado para ajudar na recuperação de dependentes químicos, o que por sinal tem obtido bons resultados, mais não é o suficiente para solucionar tamanho problema. As pessoas se assustam porque de uma forma indireta não têm a quem recorrer, já que as autoridades não têm demonstrado preocupação com o caso. Moradores dizem que não aguentam mais o Alfredo Freire, pedem socorro contra o trafico de drogas e a violência que ele gera.